Cuidado com as
palavras, elas ferem. Cuidado com o silêncio; se não souber utilizá-lo ele
mata. Rita Padoin
terça-feira, 25 de setembro de 2012
domingo, 23 de setembro de 2012
sábado, 22 de setembro de 2012
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
Insensatez do Vento...
Um dia
perguntei ao vento:
- Porque sopras
tão forte, parece que queres devastar o mundo?Há dias que a tua brisa é tão suave, pareces esmorecido.
E o vento respondeu:
- Assim como vossa vida eu também tenho meus dias de insensatez e loucura.
Autora: Rita Padoin
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
O Despertar da Alma
É preciso despertar o adormecer da
alma, lutar contra o medo do desconhecido. A cegueira do medo impede que a luz
ultrapasse as barreiras contidas nas profundezas do âmago...Rita Padoin
terça-feira, 4 de setembro de 2012
Grilhões da Vida...Rita Padoin
Em um jardim florido, caminhava
tristemente uma mulher em passos curtos e olhar distante quando foi interrompida
por uma jovem que lhes perguntou o que havia acontecido por sua tamanha
tristeza.
A mulher olhou para a jovem e disse:
- queres mesmo saber da minha triste história? Sente-se ao meu lado que contar-lhe-ei, disse a mulher.
- queres mesmo saber da minha triste história? Sente-se ao meu lado que contar-lhe-ei, disse a mulher.
Desde muito jovem tenho sido
perseguida pelas sombras dos fantasmas que me agarravam pelos braços e me
torturavam dia após dia, sem que eu conseguisse me desvencilhar.
Meus dias eram de penúria e quando o
dia terminava, a noite estendia seu manto negro pela cidade, deixando o medo e
a angústia pairando no ar. As ruas da cidade eram totalmente desertas, o brilho
das luzes nos postes era o que restava no caminho, que enfileirados formavam um
exército de soldados marchando em direção ao nada como eu, que marchava sem um
destino traçado.
Os dias foram passando como as
estações do ano e em cada uma delas a esperança de conseguir sair ilesa das
lutas incansáveis que a vida deixou-me de presente.
Durante esta caminhada, encontrei um
companheiro imaginário que me proporcionou os mais belos momentos.
Ele ajudou-me a descobrir o melhor
caminho a seguir e a encontrar a paz. Minha vida clareou e tornei-me com o
tempo uma pessoa feliz e plenamente realizada.
Poderás perguntar-me como podias
estar contente com os sonhos e fantasmas que a vida me proporcionou ao longo
desses dias?
Eu asseguro-te que foi através
destes fantasmas imaginários que criei, destas lágrimas que verteram nesses
transes e desses sonhos alucinantes que formaram a pedra angular de tudo o que
passei.
Foi atravessando esse caminho
tortuoso que aprendi sobreviver e a descobrir sobre a vida, a dor, a alegria, o
desapego, a felicidade e a paz.
Eu e o meu companheiro imaginário
levamos meus dias de angústias e tristezas em dias de alegrias e paz de
espírito.
Quisera eu muitas vezes ter morrido
antes de atingir os anos que sugaram e atormentaram meus dias. Supliquei que
levassem tudo que eu tinha e só deixassem a carcaça jogada nas ruas que apontam
as setas amargas da vida.
A vida preparou-me muitas
armadilhas, sugou-me intensamente mostrando o sabor amargo da luta por dias
melhores. Não lamento ao contar-lhe estas passagens vivenciadas que amargamente
suportei, pois a queixa é a falta de fé pela vida.
Creio fervorosamente na vida e no
que é preparado para nós. Creio na justiça divina e nas sobrevivências pela
esperança. Creio na bondade e no amor pelo próximo.
Só o amor constrói grandes edifícios
para a morada de dias melhores, só a compreensão e a aceitação pelo que nos foi
doado é que consigamos enxergar a beleza da vida.
A jovem ouviu-a atentamente e
absorveu cada palavra dita naquele momento e perguntou-lhe:
- Se você descobriu tudo sobre a vida, sobre a felicidade que tantas pessoas procuram e não encontram, porque está triste?
- Se você descobriu tudo sobre a vida, sobre a felicidade que tantas pessoas procuram e não encontram, porque está triste?
E a mulher respondeu:
- Porque me entristeço com o sofrimento das pessoas, me entristeço com a falta de caráter, de amor e de união entre os seres vivos. Entristeço-me com a tristeza do meu próximo.
- Porque me entristeço com o sofrimento das pessoas, me entristeço com a falta de caráter, de amor e de união entre os seres vivos. Entristeço-me com a tristeza do meu próximo.
Gostaria muito de poder abrir os
olhos de cada um e dizer-lhes: Acordem. Os grilhões da vida foram feitos para
ser desvencilhados, a guerra interior foi feita para ser vencida.
É uma batalha árdua, pergunta-me. É.
Não vou lhe mentir. Mas, porque não lutar se sabemos que a colheita será
próspera?
- É por isso que estou triste, pela
tristeza do mundo...
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